segunda-feira, 4 de maio de 2015

Um desses sonhos loucos inesquecíveis

Sabe quando você conhece o amor da sua vida mas essa pessoa mora há quilômetros da sua cidade? Mesmo sendo um lance impossível, você consegue imaginar como seria seu casal de filhos com essa pessoa, como seriam as brigas e como vocês fariam pra conciliar o trabalho com a vida familiar e aquela viagem que vocês estão planejando pra levar as crianças à Disney. No fim, você acorda pra vida.

É claro que eu tô falando da Ellen Page!!!
Mas não é disso que eu vou falar não! pra alegria de vocês, porque definitivamente esse é um assunto chatíssimo

Quero contar pra vocês um sonho engraçado que tive um dia desses (eu pelo menos achei engraçado - o que não é garantia de nada, já que geralmente amo coisas no sense).

Eu estava numa cidade bem grande, acho que era o Rio de Janeiro, porque tinha várias ruas com ladeiras, escadarias, estações de trens e metrôs. A cidade estava cheia de gente pelas ruas entrando e saindo das lojas, porque aparentemente era Black Friday.
Isso mesmo.
Black.
Friday.

Isso significa que, até no sonho, uma certa Fernanda continua sendo uma certa Fernanda.
E lá estava eu, andando pelas ruas, enfurecida pelas promoções loucas, fazendo contas pra saber se meu dinheiro ia dar pra comprar tudo. Curiosamente, todas as lojas eram na verdade camelôs. Imaginem o Saara, a Vinte e Cinco de Março ou o Paraguai. Imaginaram? Era a cidade lotada de gente e camelôs espalhados pelas ruas. Caótico? Tá só começando, senta aí.
Tinha três coisas que eu tava procurando, e de alguma forma a minha mente sempre traz coisas bem reais pros meus sonhos bem irreais. Eu queria: um cinto com muitos spikes, porque eu tô sempre procurando cintos com spikes, SEMPRE (mesmo que eu já tenha! Um inclusive que imita balas de fuzil!!!!!); um espartilho pra tight lacing e um coturno de verniz.
Mas era estranho porque quanto mais eu procurava essas coisas, mais eu gastava dinheiro com coisas que eu nunca ia usar (tipo comprar 3 bolsas, sendo que eu só uso mochila). E depois começava a chover, as ruas começavam a alagar, e eu jogava minhas sacolas com as compras dentro em cima de um prédio (???) pra não perder aquilo que já tinha comprado.
E no meio da chuva eu só conseguia chorar e pensar "eu só queria um cinto com spikes, um espartilho pra tight lacing e um maldito coturno de verniz, porra!!". AFINAL, SÃO AS COISAS QUE EU TÔ QUERENDO RISCAR DA WISHLIST TEM UM TEMPÃO (cintos nunca saem da minha wishlist, dica pra vocês que querem me dar presentes no aniversário).
Daí no final eu precisava entrar numa estação de metrô pra voltar pra casa, mas ela tava inundada com água, e na frente das escadas tinha uns caras conversando e um deles pediu meu telefone porque tinha me achado muito bonita.

Então, antes de prosseguir com essa parte, deixa eu esclarecer algumas coisas sobre minha vida.
Todos os caras por quem eu me interessei pelo menos um pouquinho tinham algo em comum: eram bem esquisitões. MES-MO. Daqueles que falam com as paredes, que gostam de ver foto de gente morta, que falam sem olhar nos seus olhos porque são tímidos demais ou que simplesmente acham daora misturar coca-cola com kuat (GENTE?). O tipinho boy de academia, no pain no gain, eleitor do Aécio, camisa pólo, havaianas, emprego perfeito e um carro seminovo total flex nunca me encantou nem mesmo por um minuto.
A não ser o Chris Evans, né.
Porque, por tudo o que há de mais sagrado nesse mundo, estamos falando do Chris Evans e todo aquele peitoral e aquela carinha de anjo.

PELO. AMOR. DE. DEUS. TEM. UMA. CEREJA. NO. LUGAR. DOS. SEUS. MAMILOS.
É. O. CHRIS. EVANS. COM. BARBA. MEU. DEUS. EU. VOU. FICAR. DOIDA.
CH-CH-CHAMA O XAMU.
A questão é: o cara que pediu meu telefone era justamente um boyzinho desses de academia. Não era igual ao Chris Evans, porque nem em sonho eu seria competente o suficiente pra pegar o menino Evans.
E sabem, acredito piamente que sonhos querem dizer alguma coisa pra gente. Afinal, a mente humana trabalha de formas estranhas. E se existe um Deus, ele certamente escreve certo por linhas tortas. Essas linhas são meus sonhos, assim como os carros são como as lanchas, as motos são como os jetskis e os pedestres como os banhistas.
E eu meio que passei meu telefone pra ele, aliás eu tava bem emocionada e agitada porque GENTE, ESSE GATO PEDIU MEU TELEFONE - e ele demorou a gravar na agenda porque o celular dele travou (celulares android travam até no sonho)

Acordei e fiquei pensando nisso.
Estaria eu tendo alguma carência com relação a boys de academia?
Espero imensamente que não. Deve ser uma morte horrível você estar lá na praça de alimentação com o cara, pedir um sanduichão no McDonald's e o maluco soltar um "MAS VOCÊ SABE QUAL A PORCENTAGEM DE LIPÍDIOS DESSA BATATA FRITA?". Não dá, é broxante demais. Deve ser impossível ter celulite perto deles. E pneusinhos lindos. E vontade de comer no fast food. E essas pessoas têm um olho clínico pra ver quantos porcento de gordura você tem no corpo. Eu ia querer transar sempre com a luz apagada, tem coisa pior que isso??????

Uma vez eu disse isso num  c e r t o  g r u p o  d o  f a c e b o o k  e repito aqui:
Bissexualidade é uma coisa estranha.
Sua sexualidade flutua no espaço-tempo, passa pelo buraco de minhoca, percorre a rodovia Rio-SP umas 30 vezes e volta pro mesmo lugar. E depois faz tudo de novo. Mais umas mil vezes.
Já parei de tentar entender e atualmente estou só acompanhando o fluxo da coisa toda.
Tem dado muito certo até agora, exceto pelos malditos sonhos com black friday e homens sarados.
E no próximo episódio da série "Devaneios de Fernanda": essa mania que eu tenho de achar homem fardado bonito, mesmo odiando militarismo.